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Poema Trem de Ferro ganha vida em oficina literária

Estudante de Letras realiza oficina literária da Curricularização da Extensão com poema de Manuel Bandeira em escola de Presidente Epitácio

  • Publicado: Quinta, 14 de Mai de 2026, 16h13
  • Última atualização em Quinta, 14 de Mai de 2026, 16h13

A estudante Fernanda Porcel da Silva, do 2º termo do curso de Licenciatura em Letras do IFSP – Campus Presidente Epitácio, realizou, no dia 30 de abril de 2026, uma oficina literária com alunos do 6º ano do Colégio São Paulo – Mackenzie. A atividade teve como base o poema Trem de Ferro, de Manuel Bandeira, articulando leitura, musicalidade e expressão corporal. Trata-se de uma atividade da Curricularização da Extensão do Curso de Letras.

A oficina ocorreu na Sala de Leitura da escola e reuniu 21 estudantes, com idades entre 10 e 12 anos. A proposta buscou aproximar os alunos da linguagem poética por meio de experiências envolvendo oralidade, ritmo e movimento corporal.

Inspirada na musicalidade presente no poema, Fernanda desenvolveu atividades de leitura em jogral, percussão corporal, deslocamento espacial e musicalização com instrumentos como pandeiro e chocalho, criando uma ambientação que remetia ao movimento de uma locomotiva.

Segundo a licencianda, a proposta teve como objetivo “promover a alfabetização estética e o desenvolvimento da presença cênica por meio da transposição do ritmo literário para a performance física”.

Além das atividades performáticas, os estudantes participaram de uma produção textual reflexiva a partir da proposta: “Se esse trem parasse na nossa cidade hoje, quem subiria nele?”. A atividade incentivou relações entre o poema modernista e aspectos da realidade sociocultural de Presidente Epitácio.

Para Fernanda, a experiência evidenciou o potencial da literatura em práticas pedagógicas interdisciplinares. “A atividade mostrou que o corpo também é uma ferramenta de alfabetização. Quando o aluno se torna o trem, ele compreende a poesia de forma orgânica e afetiva”, afirmou.

A oficina integrou literatura, música e teatro em uma prática pedagógica voltada à participação dos estudantes e à construção de experiências significativas de leitura. A ação também poderá gerar novos desdobramentos, como saraus, apresentações cênicas e outras oficinas relacionadas ao Modernismo brasileiro.

Ao final da atividade, a estudante destacou que a vivência contribuiu para o fortalecimento de sua formação docente e agradeceu ao IFSP – Campus Presidente Epitácio e à professora Gislene Barbosa pela orientação e apoio institucional ao desenvolvimento do projeto.

 

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